Nesta semana, líderes financeiros proeminentes, incluindo Larry Fink da BlackRock, endossaram o poder de computação da Nvidia como uma nova classe de ativos, comparando-a ao mercado de títulos lastreados por hipotecas da década de 1970.
No entanto, este anúncio gerou um debate significativo sobre a avaliação de ativos utilizados como garantia para investimentos, particularmente no contexto de empréstimos garantidos por data centers. Os investidores estão cautelosos devido à falta de dados históricos sobre esses tipos de ativos, o que complica os processos de subscrição.
Dan Alpert da Westwood Capital destacou os desafios em estabelecer métricas para esses empréstimos, dada a natureza incipiente da classe de ativos. Traders do Wells Fargo observaram que as parcerias da Nvidia com empresas como KKR, Blackstone e Apollo poderiam fornecer uma forma de seguro para investidores não familiarizados com a colateralização de GPUs.
O potencial desses empréstimos para fábricas de IA serem reembalados em um mercado de empréstimos colateralizados levanta mais questões. As ações da Nvidia sofreram uma queda de 3% após o anúncio, refletindo a incerteza dos investidores. Preocupações sobre as taxas de depreciação das GPUs e a influxo de capacidade de computação concorrente, particularmente da China, acrescentam à complexidade.
Paul Meeks da Freedom Capital Markets apontou que as GPUs se depreciam ao longo de um período de cinco a seis anos, enfatizando a natureza emergente deste mercado.
Comparações com erros financeiros passados, como os empréstimos garantidos por cabos de fibra óptica durante o boom da bolha da internet e os comentários de Michael Burry ligando a situação à Enron, ressaltam o sentimento cauteloso entre os investidores em relação à sustentabilidade e à avaliação desses novos instrumentos financeiros.