As tentativas do Irã de afirmar controle sobre o Estreito de Ormuz se intensificaram após ataques a três petroleiros, que analistas da Windward descrevem como a escalada mais significativa desde o início de março. Os EUA reforçaram o apoio militar para um corredor de transporte ao longo da costa de Omã, permitindo que exportações significativas de petróleo contornem o controle iraniano.
O Secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, enfatizou que a influência do Irã sobre o estreito está diminuindo, com escoltas militares facilitando a saída de 5 a 8 milhões de barris por dia. Apesar de um acordo provisório prometendo passagem segura para navios comerciais, o Irã insistiu que o trânsito seguro está condicionado ao uso de uma rota ao norte através de suas águas.
Isso levou a uma campanha direcionada do Irã para desestabilizar o corredor sul, conforme observado por analistas marítimos. Os EUA restabeleceram sanções ao Irã, e o Presidente Trump ameaçou reimpor um bloqueio naval, o que poderia elevar ainda mais os preços do petróleo, atualmente em torno de $71 por barril para o petróleo bruto dos EUA e pouco menos de $76 para o Brent.
Se o bloqueio for implementado, poderia remover 1,5 milhão de barris por dia das exportações iranianas do mercado, provavelmente elevando os preços.
No entanto, especialistas acreditam que o controle de longo prazo do Irã sobre o estreito é insustentável, pois isso arrisca empurrar os produtores do Golfo a buscar rotas alternativas, diminuindo assim o espaço comercial do Irã e criando implicações geopolíticas mais amplas para outros pontos críticos marítimos.