A Organização Marítima Internacional (OMI), uma agência da ONU, se opôs firmemente à demanda do presidente Trump para que os navios pagassem uma taxa de 20% sobre o valor da carga pela proteção durante a travessia do Estreito de Ormuz. Um porta-voz da OMI afirmou que não há base legal para impor pedágios obrigatórios para a passagem por estreitos utilizados para navegação internacional.
A afirmação de Trump de que o exército dos EUA protegeria o transporte no estreito enquanto exigia reembolso levantou preocupações entre os líderes da indústria, incluindo o CEO da Nordic American Tankers, Herbjorn Hansson, que chamou a taxa de irrealista. A situação de segurança no Estreito de Ormuz piorou após recentes ataques iranianos a embarcações comerciais, levando a um aumento das tensões.
Especialistas, como James Kraska do U.S. Naval War College, reiteraram que o Irã não pode alterar unilateralmente as rotas de tráfego pelo estreito, pois está vinculado ao direito marítimo internacional.
Este conflito em andamento e o potencial para um aumento da presença militar na região podem impactar significativamente as rotas de transporte marítimo globais e os preços do petróleo, tornando-se uma questão crítica para os investidores monitorarem.