Em agosto, as vendas de casas usadas caíram 2% em relação a julho, atingindo uma taxa anualizada de 3,98 milhões de unidades, marcando o ritmo mais lento desde junho de 2025, de acordo com a Associação Nacional de Corretores (NAR).
Essa queda, que também representa uma diminuição de 1,2% em relação ao ano anterior, é atribuída às taxas de juros hipotecários mais altas que dispararam em meados de julho. Lawrence Yun, economista-chefe da NAR, observou que a relação inversa entre as taxas de juros hipotecários e as vendas de casas é evidente, uma vez que as altas taxas desestimulam a atividade de compra.
Apesar da desaceleração nas vendas, os preços das casas continuam a subir, com o preço médio alcançando um recorde de $429.100 em agosto, um aumento de 1,6% em relação ao ano anterior.
O aumento na oferta de habitação, que totalizou 1,62 milhão de casas à venda—um aumento de 3,2% em relação a julho e 5,9% em relação ao ano anterior—não se traduziu em preços mais baixos, particularmente no Nordeste, onde o estoque é limitado.
O mercado está vendo uma mudança na demografia dos compradores, com compradores de primeira viagem representando 30% das vendas, enquanto a participação de investidores diminuiu significativamente. As casas também estão levando mais tempo para serem vendidas, com uma média de 31 dias no mercado.
O segmento de luxo permanece robusto, com vendas de casas com preço acima de $1 milhão aumentando em 3,9%, contrastando com uma queda de 10% nas vendas de casas com preço entre $100.000 e $250.000.
Essa imagem mista sugere que, embora a oferta esteja aumentando, os problemas de acessibilidade impulsionados pelas altas taxas de juros hipotecários e pelo aumento dos preços continuam a desafiar o mercado imobiliário mais amplo.