As importações de petróleo bruto da China diminuíram drasticamente, atingindo um mínimo de oito anos de 7,8 milhões de barris por dia em maio, principalmente devido ao conflito em andamento no Oriente Médio. Essa queda, que totalizou 4,8 milhões de barris por dia de fevereiro a maio, é mais severa do que a queda experimentada durante a pandemia.
No entanto, a análise do JPMorgan sugere que cerca de 3 milhões de barris por dia dessa queda é temporária, com expectativas de uma recuperação na demanda à medida que o setor químico se recupera e a China busca reabastecer suas reservas estratégicas de petróleo.
O banco ajustou suas previsões para o consumo de gasolina e diesel na China, prevendo quedas anuais de 6% e 4%, respectivamente, até 2030. Entre os beneficiários da recuperação antecipada na demanda por petróleo, o JPMorgan destaca a PetroChina, projetando um dividendo no primeiro semestre de 0,27 yuan por ação, com rendimento de 6,4% para suas ações listadas em Hong Kong.
Além disso, o banco favorece a taiwanesa Nan Ya Plastics por seu potencial de crescimento em materiais avançados e identifica a LG Chem como uma ação atrasada que se beneficia da queda nos preços do petróleo e do aumento da demanda por armazenamento de energia.
O relatório também observa que as exportações de produtos refinados de petróleo da China poderiam aumentar significativamente se o governo levantar sua proibição de exportações, o que depende de avaliações da oferta interna e da estabilidade do fluxo de petróleo bruto internacional.