A Boeing e a Airbus estão em um momento crucial enquanto começam a delinear suas aeronaves de corpo estreito de próxima geração, no entanto, ambos os CEOs indicam que seus clientes aéreos estão mais preocupados com a entrega pontual dos jatos existentes.
O CEO da Boeing, Kelly Ortberg, afirmou que a empresa precisa de 'mais alguns anos' para estabilizar suas finanças antes de lançar um novo programa de aeronaves comerciais. Enquanto isso, o CEO da Airbus, Guillaume Faury, estabeleceu um objetivo para lançar um novo programa de corredor único por volta de 2030, com a entrada em serviço prevista para a segunda metade da década de 2030.
Ambos os fabricantes enfrentam desafios de produção contínuos, com a Boeing ainda se recuperando de problemas de qualidade passados e a Airbus ajustando seus planos de produção devido a restrições de disponibilidade de motores.
Analistas da RBC Capital Markets destacam que os investidores estão principalmente focados na capacidade da Boeing de aumentar a produção dos modelos 737 Max e 787, bem como na certificação das variantes Max 7 e Max 10.
A Airbus, com uma carteira de pedidos superior a 9.000 aeronaves, também está sob escrutínio para atender suas metas de produção, particularmente para a família A320, que tem mostrado forte demanda.
À medida que ambas as empresas trabalham através de significativos backlog de pedidos, companhias aéreas como a Ryanair continuam a expandir suas frotas utilizando modelos existentes, indicando um interesse compartilhado entre fabricantes e clientes em cumprir os pedidos atuais antes de mudar o foco para aeronaves futuras.
A eventual competição entre os sucessores do 737 Max e do A320neo será significativa, mas por enquanto, a ênfase permanece na entrega das aeronaves de hoje.