A Índia, o terceiro maior consumidor de petróleo bruto do mundo, está respondendo ao aumento dos preços globais do petróleo e potenciais interrupções de supr supply da Rússia testando combustíveis alternativos como etanol e biogás. O governo determinou uma mistura de 20% de etanol na gasolina, cinco anos antes do previsto, e está explorando o uso de isobutanol no diesel.
Essa mudança é crucial para a segurança energética da Índia, especialmente porque depende de importações para 88,5% de suas necessidades de petróleo bruto.
Com mais de 50% de suas importações de petróleo bruto vindo da Rússia, quaisquer sanções poderiam pressionar ainda mais a economia da Índia, que já enfrenta alta inflação devido ao aumento dos preços do petróleo, que subiram mais de 25% neste mês.
A iniciativa de mistura de etanol deve economizar aproximadamente US$ 4 bilhões anualmente até 2030, com economias significativas em moeda estrangeira e apoio à agricultura doméstica. No entanto, há preocupações públicas sobre o impacto do etanol no desempenho dos veículos, levando a uma reação contra o mandato de mistura.
Os fabricantes de automóveis estão se adaptando aos novos padrões de combustível, mas veículos mais antigos podem enfrentar problemas de compatibilidade, aumentando os custos para os consumidores. A situação destaca o delicado equilíbrio que a Índia deve manter entre a diversificação energética e a aceitação pública de novas tecnologias de combustível.