O evento do Prime Day da Amazon, que durará quatro dias e começará em 22 de junho, deve gerar US$ 15,6 bilhões em vendas, um aumento de 7,1% em relação ao ano passado, representando mais de 60% das vendas no varejo dos EUA durante esse período.
O evento foi estrategicamente agendado mais cedo no ano para capturar o interesse do consumidor em itens essenciais do dia a dia, especialmente alimentos, à medida que a inflação pressiona os orçamentos familiares. A analista da Emarketer, Sky Canaves, observa uma mudança no comportamento de compra dos consumidores, com os compradores cada vez mais focados em descontos para itens de menor valor.
Essa tendência é apoiada por uma pesquisa que indica que 53% dos consumidores são motivados por grandes descontos, com 55% planejando participar do Prime Day, um aumento em relação aos 45% do ano passado. O foco da Amazon em alimentos e produtos essenciais para o lar está alinhado com seu investimento em itens frescos e perecíveis, que devem impulsionar compras recorrentes.
O evento também serve para aumentar o valor das assinaturas Prime existentes, já que quase 190 milhões de consumidores nos EUA já são membros Prime. Além disso, a Amazon está aproveitando seu recurso Alexa for Shopping para aumentar o engajamento do cliente e impulsionar vendas, com o Bank of America projetando receitas futuras significativas a partir dessa ferramenta.
Apesar das ações da Amazon estarem apresentando desempenho abaixo do esperado este ano, os analistas mantêm uma perspectiva positiva, citando o crescimento em seu negócio de nuvem e os potenciais benefícios da queda nos preços do petróleo.
A empresa atualmente possui uma classificação de compra equivalente a 1 e um preço-alvo de US$ 300, refletindo confiança em sua estratégia de longo prazo em meio aos desafios atuais do mercado.