Na quarta-feira, o Departamento de Energia dos EUA anunciou um acordo histórico com a Arábia Saudita para estabelecer um programa nuclear civil, marcando o início de uma parceria de bilhões de dólares. Este acordo permitirá que empresas americanas acessem o mercado de energia nuclear saudita, aumentando significativamente as exportações de tecnologia americana.
O Secretário de Energia Chris Wright enfatizou que o acordo seguirá altos padrões de segurança nuclear e não proliferação, utilizando tecnologia e expertise avançadas dos EUA. O acordo também inclui um pacto bilateral de salvaguardas nucleares assinado por Wright e pelo Ministro de Energia saudita, Príncipe Abdulaziz bin Salman.
Após o acordo, ele será submetido ao Congresso para revisão, conforme exigido pela Lei de Energia Atômica. O CEO da Westinghouse, Dan Sumner, elogiou o acordo como um desenvolvimento crucial, particularmente para a tecnologia do reator AP1000, que é fundamental para expandir as capacidades de energia nuclear.
Este acordo abre as portas para empresas americanas como Westinghouse, Bechtel, BWXT e Centrus venderem equipamentos nucleares sensíveis para a Arábia Saudita, um movimento que Jonathan Hinze, presidente da UxC, observou ser essencial para evitar que empresas dos EUA sejam excluídas do mercado, o que poderia levar a Arábia Saudita a buscar tecnologia nuclear de concorrentes como França, Rússia ou China.
Atualmente, a Arábia Saudita depende fortemente de combustíveis fósseis para suas necessidades energéticas, com quase 60% de sua eletricidade gerada a partir de gás natural e cerca de 40% de petróleo, de acordo com a Agência Internacional de Energia.
Este acordo ocorre em meio a tensões aumentadas na região, particularmente com ações militares dos EUA contra o Irã em relação às suas ambições nucleares.