O setor de turismo de aventura do Nepal enfrenta um desafio crítico após inundações devastadoras desencadeadas pelo colapso de uma geleira nos Himalaias. As inundações, que começaram em 26 de agosto, resultaram em um número de mortos de 987 e deixaram aproximadamente 4.250 pessoas desaparecidas.
Este desastre provocou apelos por ação climática internacional do Primeiro-Ministro nepalês Balendra Shah e foi descrito por Rajendra Bahadur Lama, secretário-geral da Associação de Montanhismo do Nepal, como um 'aviso sério' para a indústria do turismo. Ele enfatizou a necessidade de uma mudança em direção a um modelo de turismo mais seguro e resiliente ao clima.
O custo estimado da recuperação varia entre 4 bilhões e 5 bilhões de dólares, o que representa quase 10% da economia do Nepal. Como resultado das inundações, muitos turistas cancelaram suas reservas, especialmente da Europa, justo quando o país entra em sua alta temporada de viagens de 15 de setembro a 15 de novembro.
Saroj Bhandari, proprietário do albergue Wander Thirst em Catmandu, antecipa uma queda significativa nas taxas de ocupação, projetando apenas 60% de capacidade em comparação com 100% no ano anterior. As inundações não apenas interromperam o turismo, mas também danificaram infraestrutura crítica, incluindo estradas e instalações de hidrelétricas.
A embaixada dos EUA na China alertou sobre riscos adicionais de deslizamentos de terra e inundações, enquanto as Nações Unidas destacaram as implicações mais amplas das inundações glaciares na região do Himalaia. Especialistas enfatizam a importância de monitorar e se preparar para tais desastres à medida que as mudanças climáticas continuam a impactar a estabilidade das regiões montanhosas.