Na quarta-feira, o presidente Donald Trump expressou sua insatisfação com a relutância do Federal Reserve em cortar as taxas de juros, argumentando que indicadores econômicos sólidos não deveriam impedir o banco central de adotar uma postura mais acomodatícia.
Ele sugeriu que alguns oficiais do Fed podem estar influenciados por motivos políticos, embora tenha elogiado o presidente Kevin Warsh, a quem nomeou no início deste ano.
Trump apontou que o Fed não aumentou sua taxa de juros de referência em mais de três anos, mas acredita que o ritmo dos cortes de taxa tem sido insuficiente para apoiar o crescimento econômico e aliviar o fardo da dívida nacional, que está em quase $40 trilhões.
Ele contrastou a situação dos EUA com países como a Suíça, que tem taxas de juros muito mais baixas, e expressou frustração com os EUA pagando taxas significativamente mais altas.
Os comentários de Trump coincidiram com a divulgação das atas da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto de julho, indicando que muitos oficiais preveem a necessidade de taxas mais altas, a menos que a inflação melhore.
Apesar dos dados recentes positivos sobre a inflação, a taxa anual permanece acima da meta de 2% do Fed, e a economia dos EUA cresceu a uma taxa anualizada de 1,5% no segundo trimestre, abaixo do esperado.
Além disso, o Departamento do Tesouro anunciou um aumento em seu programa de recompra de títulos, visando dívidas de maturidade mais longa, o que pode refletir preocupações sobre o aumento das taxas no mercado de títulos.