A Primeira-Ministra Sanae Takaichi está avançando com um plano para cortar o imposto sobre consumo de alimentos no Japão, que seria a primeira redução desde que o imposto foi introduzido em 1989.
O Partido Liberal Democrático, que está no governo, já movimentou o projeto de lei por comitês-chave, com Takaichi buscando a aprovação do gabinete ainda este mês e pretendendo apresentá-lo no parlamento neste outono.
A proposta de redução do imposto, que entraria em vigor em abril de 2027, faz parte de uma estratégia econômica mais ampla que inclui um significativo plano de investimento público-privado estimado em 370 trilhões de ienes até 2040.
No entanto, o plano enfrentou críticas dentro de seu próprio partido, com ex-ministros alertando que isso poderia minar a confiança fiscal, aumentar as taxas de juros e enfraquecer o iene. O Fundo Monetário Internacional também aconselhou contra a redução do imposto, citando riscos fiscais potenciais.
Takaichi se comprometeu a não financiar a redução do imposto por meio de títulos de déficit, sugerindo em vez disso uma revisão dos gastos e subsídios, embora os detalhes permaneçam pouco claros. A dívida pública do Japão já está entre as mais altas do mundo, projetada em 204% do PIB até 2026, levantando preocupações sobre a sustentabilidade de novos empréstimos.
Analistas observam que o plano poderia levar a rendimentos elevados de títulos do governo a longo prazo, atualmente em torno de 2,85%, à medida que os mercados reagem às pressões inflacionárias e à política monetária do Banco do Japão.
Embora a meta de investimento possa potencialmente melhorar a saúde fiscal ao impulsionar o crescimento, especialistas enfatizam que a eficácia do plano dependerá de sua capacidade de aumentar a produtividade em vez de apenas apoiar o consumo.