A Meta está atualmente envolvida em um julgamento que pode resultar em uma multa de um trilhão de dólares e alterar fundamentalmente seu modelo de publicidade.
A ação judicial, liderada pela procuradora-geral adjunta da Califórnia, Megan O'Neill, visa obrigar a Meta a eliminar certos recursos considerados viciantes, como rolagem infinita e vídeos em reprodução automática, de suas plataformas, Instagram e Facebook.
O'Neill acusou a Meta de priorizar o lucro em detrimento da segurança do usuário e de ocultar a presença de usuários menores de idade em suas plataformas. A analista Kate Winick, da Forrester, destacou que um veredicto contra a Meta pode ter consequências de longo alcance, potencialmente comparáveis aos processos históricos contra a Big Tobacco na década de 1990.
Este caso é visto como um precursor de ações semelhantes contra outras empresas de mídias sociais, como YouTube e Snap, com o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, indicando que a Meta é apenas o primeiro alvo em um esforço legal mais amplo para responsabilizar as mídias sociais por seu impacto sobre os jovens.
Winick também observou que, embora a indústria possa não enfrentar a extinção, pode haver uma queda significativa no uso entre as demografias mais jovens se esses desafios legais continuarem.
O resultado do julgamento pode levar a mudanças preventivas em todo o setor, à medida que as empresas buscam se alinhar com novas regulamentações destinadas a proteger os jovens dos efeitos adversos das mídias sociais.