O Ministério do Comércio da China promulgou suas contramedidas comerciais mais extensas desde outubro passado, em resposta às recentes restrições dos EUA. Isso inclui proibir entidades chinesas de interagir com sete empresas americanas, endurecer os controles de exportação sobre drones e tecnologias relacionadas, e proibir a cooperação com órgãos de conformidade dos EUA.
Notavelmente, seis das entidades sancionadas estavam envolvidas na aplicação da Lei de Prevenção do Trabalho Forçado dos Uigures, indicando uma mudança na estratégia da China para retaliar contra as sanções dos EUA.
Analistas do Eurasia Group sugerem que essas medidas aumentam os custos de conformidade para as empresas americanas, enquanto permanecem reversíveis, potencialmente permitindo uma alavancagem nas negociações antes da visita de Xi.
Além disso, a introdução de uma investigação de segurança nacional sobre software estrangeiro utilizado em equipamentos importados pode levar a restrições mais amplas, espelhando as ações dos EUA contra a tecnologia chinesa.
As medidas de retaliação em curso destacam o estado frágil das relações EUA-China, com ambos os lados buscando estabelecer novas sanções e limitações enquanto se preparam para conversas de alto nível. O resultado dessas negociações dependerá significativamente das ações futuras dos EUA, particularmente em relação às restrições tecnológicas.