Na noite de quarta-feira, a Venezuela sofreu dois poderosos terremotos, com magnitudes de 7,2 e 7,5, resultando em um número de mortos que ultrapassou 900, com 3.360 feridos relatados e mais de 50.000 pessoas desaparecidas.
O governo confirmou que 172 indivíduos permanecem presos sob os escombros, especialmente no estado de La Guaira, onde os esforços de resgate foram dificultados pela falta de equipamentos pesados e presença oficial. A frustração entre os residentes está crescendo, pois eles dependem de voluntários da comunidade para as operações de resgate.
A presidente interina Delcy Rodriguez, que tem tentado se posicionar como uma reformadora, pode enfrentar repercussões políticas devido à resposta lenta do governo ao desastre. Um relatório da ONU estima que os danos diretos causados pelos terremotos sejam de aproximadamente 6,7 bilhões de dólares.
Apesar da devastação, a produção de petróleo da Venezuela permanece inalterada, segundo a Ministra do Petróleo Paula Henao. A ajuda internacional está começando a chegar, incluindo um pacote de assistência de 150 milhões de dólares dos EUA, que também está aliviando sanções para facilitar os esforços de socorro.
A situação é grave, com o Serviço Geológico dos EUA estimando que o número de mortos pode ultrapassar 10.000, tornando este um dos terremotos mais mortais da América Latina no último século. A crise humanitária em curso é agravada pela longa instabilidade econômica e política da Venezuela, que já deslocou milhões e enfraqueceu a infraestrutura.