Na segunda-feira, quase uma dúzia de fabricantes de medicamentos deve finalizar acordos com o presidente Trump para reduzir voluntariamente seus preços de medicamentos, conforme relatado pela MS NOW.
Esta iniciativa faz parte da estratégia mais ampla de Trump de vincular os preços dos medicamentos nos EUA aos de outros países, uma medida que já levou 17 empresas farmacêuticas, incluindo Pfizer, Eli Lilly e Novo Nordisk, a firmar acordos semelhantes sob a política de 'nação mais favorecida'. Trump deve anunciar esses desenvolvimentos às 15h ET.
Espera-se que os novos acordos ofereçam descontos em medicamentos ambulatoriais para programas estaduais de Medicaid, potencialmente alinhando os preços dos EUA aos cobrados em mercados estrangeiros. No entanto, a participação dos programas estaduais de Medicaid é opcional, e o impacto nos custos diretos para os pacientes permanece incerto.
Os acordos de 'nação mais favorecida' já influenciaram as estratégias comerciais e o desempenho financeiro de grandes empresas farmacêuticas, levando-as a investir pesadamente na fabricação nos EUA e a expandir canais de vendas diretas ao consumidor.
Apesar desses esforços, empresas como a Novo Nordisk indicaram que os preços mais baixos nos EUA estão afetando sua receita, uma vez que os volumes de prescrições podem levar tempo para se recuperar. Um estudo da Rand Corp. de 2024 destacou que os preços dos medicamentos nos EUA são quase três vezes mais altos do que os do exterior, com medicamentos de marca custando mais de quatro vezes mais.
A associação comercial farmacêutica PhRMA criticou a abordagem de 'nação mais favorecida', sugerindo que pode não ser a maneira mais eficaz de reduzir os custos dos medicamentos, apontando em vez disso os gerentes de benefícios farmacêuticos como um fator chave nas disparidades de preços.
O mercado dos EUA continua sendo crucial para muitos fabricantes de medicamentos, incluindo empresas europeias, que derivam uma parte significativa de suas vendas de consumidores americanos.