Os fundos soberanos reverteram uma queda anterior nos investimentos na China continental e em Hong Kong, com os fluxos totais atingindo $14,2 bilhões nos primeiros nove meses de 2026, um aumento dramático em relação aos $4,9 bilhões investidos ao longo de 2025.
Esse ressurgimento é amplamente atribuído a investidores do Oriente Médio, particularmente ao Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita, que contribuiu com $6 bilhões, seguido pela Autoridade de Investimento de Abu Dhabi com $2,5 bilhões.
O interesse renovado surge à medida que os investidores buscam capitalizar oportunidades em setores como tecnologia, biotecnologia e bens de consumo, apesar das tensões geopolíticas persistentes. Jenny Lee, da Granite Asia, observou uma mudança no sentimento em relação à China, com muitos agora questionando se estão perdendo oportunidades de investimento.
Além disso, Andrew Wang, da Mubadala, destacou as avaliações atraentes e um mercado consumidor em crescimento como fatores-chave que impulsionam seus investimentos na China. Outros fundos, incluindo a Autoridade de Investimento do Catar e o Temasek de Cingapura, também estão explorando oportunidades na região, particularmente nos setores de biotecnologia e inteligência artificial.
No entanto, apesar dessa recuperação, a participação da China nos investimentos de fundos soberanos permanece pequena em comparação com os mercados ocidentais, com os EUA atraindo $132,4 bilhões no mesmo período.