Na terça-feira, o rendimento dos títulos de 10 anos do Japão subiu 6 pontos base para mais de 3%, marcando o nível mais alto desde 1996.
Esse aumento segue comentários do Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, que indicou que tanto o governo japonês quanto o Banco do Japão (BOJ) provavelmente tomarão medidas para fortalecer o iene, que recentemente caiu abaixo da marca crítica de 160 por dólar.
A queda do iene eleva os custos de importação e as pressões inflacionárias, gerando preocupações em Washington sobre a possível venda de Títulos do Tesouro dos EUA pelo Japão para financiar a intervenção cambial.
Analistas sugerem que os crescentes custos de empréstimo refletem uma expectativa crescente de um aumento da taxa do BOJ em setembro, com a taxa terminal podendo ajustar de 1,5% para 1,75% ou mais.
Takuji Okubo, da Japan Macro Advisors, observou que um custo de empréstimo de 3%, embora historicamente alto, indica o movimento do Japão para longe da deflação em direção a uma taxa de inflação mais normalizada de cerca de 2%. A situação está sendo monitorada de perto, pois mudanças significativas na paisagem financeira do Japão podem ter implicações mais amplas para os mercados globais.