Em junho, a inflação core do Japão atingiu 1,6%, igualando as expectativas dos economistas e indicando uma mudança na tendência da inflação após vários meses de estagnação. A inflação geral também aumentou ligeiramente para 1,7%, enquanto a taxa de inflação core-core, que exclui alimentos frescos e energia, caiu para 1,7%, o menor nível desde agosto de 2022.
Apesar dos subsídios do governo manterem os preços da energia relativamente estáveis, as empresas estão enfrentando custos crescentes, com o índice de preços ao produtor subindo para 7,1%, o mais alto desde março de 2023.
A crise em curso no Oriente Médio agravou as pressões sobre os preços da energia, e a fraqueza histórica do iene aumentou ainda mais os custos de importação, levantando preocupações sobre a inflação importada. O Japão depende fortemente de importações para suas necessidades energéticas, com os valores de importação de petróleo disparando mais de 59% em relação ao ano anterior.
Após a divulgação dos dados de inflação, o índice Nikkei 225 do Japão caiu 2,14%. Além disso, relatórios sugerem que o Banco do Japão está atento aos riscos de inflação, o que pode levar a aumentos mais rápidos nas taxas de juros se as pressões sobre os preços aumentarem devido ao iene fraco e ao aumento dos custos dos combustíveis.