O relatório recente da BlackRock indica uma postura cautelosa em relação às ações chinesas, mantendo uma perspectiva neutra enquanto favorece as ações dos EUA, particularmente no contexto do setor de inteligência artificial. Apesar do ganho de 12% do Nasdaq Composite este ano, o índice MSCI China caiu mais de 10%, refletindo desafios mais amplos no mercado chinês.
O relatório reconhece as forças da China em manufatura e produção de baterias, mas sugere que essas vantagens não garantem retornos fortes em ações. A empresa aponta que, embora Pequim esteja promovendo o desenvolvimento de IA, o crescimento econômico mais lento e a intensa concorrência na China levantam questões sobre a rentabilidade para as empresas locais.
A BlackRock defende uma estratégia de investimento específica em ações, particularmente em setores onde a tecnologia de IA está integrada ao hardware, como robótica. Isso contrasta com a expectativa de que os ganhos nos mercados coreano e taiwanês influenciem positivamente as ações chinesas.
Além disso, a BlackRock vê potencial em investimentos em infraestrutura em várias regiões, incluindo China e América Latina, enquanto reitera sua preferência por ações dos EUA devido à liderança do país em áreas críticas como produção de chips e desenvolvimento de IA.