O governo da Indonésia, liderado pelo presidente Prabowo Subianto, pretende acelerar o crescimento econômico para 6% em 2027, mantendo um déficit fiscal de 2,4% do PIB. Essa meta é significativamente mais alta do que a taxa média de crescimento do país, que gira em torno de 5% na última década.
Economistas, incluindo Ashok Bhundia do Instituto de Finanças Internacionais, expressam preocupações de que esses objetivos são excessivamente ambiciosos e podem exigir um aumento inesperado nos preços das commodities para serem alcançados.
O cenário inclui uma revisão pendente pela MSCI sobre o status do mercado da Indonésia, com receios de um rebaixamento para o status de mercado fronteiriço devido a problemas de gastos fiscais e preocupações sobre a independência do banco central após mudanças recentes na liderança. A rupia indonésia também atingiu um recorde histórico em relação ao dólar, aumentando a incerteza econômica.
Analistas como Gareth Leather da Capital Economics e Yanuar Rizky do Bright Institute destacam os desafios impostos pelo frágil poder de compra do consumidor e o impacto da desaceleração econômica da China nas exportações.
Embora reformas lideradas por investimentos, particularmente em energia solar, sejam vistas como potenciais caminhos para o crescimento, a estratégia fiscal geral pode exigir uma geração de receita rigorosa e gestão da dívida para atender às ambiciosas metas estabelecidas pelo governo.