O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, criticou os EUA por seus planos de impor novas sanções econômicas, rotulando-as como 'guerra econômica' ilegal e uma afirmação de soberania extraterritorial.
O Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que a administração Trump pretende implementar o isolamento econômico mais extenso contra o Irã na história, o que, segundo ele, reduzirá a necessidade de ação militar. O Vice-Presidente JD Vance enfatizou que a pressão econômica é a estratégia mais eficaz contra o Irã, sugerindo que os EUA têm a vantagem neste conflito em andamento.
Enquanto isso, oficiais iranianos, incluindo o presidente do parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, estão convocando nações muçulmanas a elaborar estratégias para combater essas sanções. O Presidente Trump ameaçou severas penalidades sobre países que ajudarem o Irã a evitar sanções, intensificando ainda mais a situação.
Apesar da retórica elevada, o tráfego de navios pelo vital Estreito de Ormuz permanece significativamente reduzido, o que pode ter implicações para o fornecimento global de petróleo. Os preços do petróleo mostraram leves aumentos, com o petróleo Brent fechando a $94,39 por barril, refletindo as reações do mercado às tensões geopolíticas.
A analista Helima Croft, da RBC Capital Markets, levantou preocupações sobre a eficácia de sanções adicionais, observando que o Irã já está fortemente sancionado e questionando se novas medidas alterarão seu comportamento. Teerã parece acreditar que pode suportar a pressão, complicando o potencial para uma resolução.