O governo yemenita, apoiado pela Arábia Saudita, anunciou uma grande ofensiva contra os Houthis, que controlam a capital do Iémen, Sanaa, e regiões significativas do noroeste desde 2014. O presidente Rashad al-Alimi afirmou que a campanha militar visa libertar o país do que ele chamou de 'milícia terrorista'.
Essa escalada segue uma recente ofensiva dos Houthis que capturou o estratégico estreito de Bab el-Mandeb, aumentando sua influência sobre uma rota de navegação internacional crítica. Em retaliação, os Houthis afirmaram ter lançado ataques com mísseis em instalações da Saudi Aramco, citando recentes ataques aéreos sauditas no Iémen.
Os EUA estão fornecendo apoio de inteligência às operações sauditas, indicando um envolvimento mais profundo no conflito em andamento. A situação é ainda mais complicada pela crise humanitária no Iémen, onde três em cada quatro famílias enfrentam fome devido à violência contínua.
O potencial para um cerco a Taiz, uma cidade chave, levanta preocupações sobre o agravamento das condições humanitárias, uma vez que abriga muitos civis e forças governamentais. O resultado desta campanha militar pode influenciar significativamente a estabilidade regional e as rotas de comércio internacional, especialmente no contexto das tensões mais amplas entre os EUA e o Irã.