Derek Grossman, professor de ciência política, destacou que os EUA estão incentivando seus aliados a aprimorar suas próprias capacidades de defesa, mantendo a alinhamento com os interesses estratégicos dos EUA.
Essa mudança segue o apelo do presidente Trump para reduzir os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul, citando custos e considerações geopolíticas, incluindo seu relacionamento com a Coreia do Norte. O recente cancelamento pelo exército dos EUA de exercícios conjuntos de fuzileiros navais com a Coreia do Sul sublinha essa tendência.
Grossman observou que, embora a cooperação regional entre aliados como Austrália, Filipinas e Japão seja aceitável, parcerias com nações como China e Rússia podem representar desafios. Jennifer Kavanagh, da Defense Priorities, indicou que isso pode levar a um aumento nos gastos militares e novas alianças entre os aliados dos EUA, proporcionando-lhes opções de segurança alternativas.
O foco em Taiwan continua sendo uma prioridade para os EUA, apesar das preocupações sobre sua capacidade de defender Taiwan enquanto está envolvido em conflitos em outros lugares, como no Irã. Esse cenário em evolução sugere uma mudança significativa na forma como os aliados dos EUA podem abordar suas próprias estratégias de defesa na ausência de envolvimento direto americano.