O Pentágono garantiu uma participação acionária de 35% na North American Blue Energy Partners (NABEP), que gerenciará campos de petróleo na Venezuela, potencialmente controlando 65 bilhões de barris de reservas de petróleo—cerca de 20% do total do país.
Este acordo segue a destituição do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA e visa contrabalançar a influência de empresas chinesas e russas na região. O governo dos EUA não operará os campos, mas terá controle significativo sobre a produção da NABEP, incluindo o direito de comprar 20% de sua produção a custo de produção.
Este movimento sem precedentes levanta preocupações sobre a legalidade e a viabilidade a longo prazo do arranjo, especialmente dado o histórico controverso do CEO da NABEP, Alejandro Betancourt. O acordo é visto como uma resposta à falta de interesse de investimento privado na Venezuela, com as grandes empresas petrolíferas dos EUA evitando amplamente o país devido a nacionalizações passadas.
Enquanto a administração Trump promove esta parceria como um meio de aumentar a confiança dos investidores, os riscos políticos tanto nos EUA quanto na Venezuela podem comprometer seu sucesso. As implicações do acordo para o mercado de petróleo e a segurança energética dos EUA são significativas, pois podem remodelar a dinâmica da oferta de petróleo e a influência na região.