Durante um comício em Port Huron, Michigan, o presidente Donald Trump intensificou sua retórica contra Abdul El-Sayed, um candidato democrata ao Senado, comparando-o aos atacantes de 11 de setembro e rotulando-o como 'jihadista' e membro da Irmandade Muçulmana.
Essa postura agressiva faz parte de uma estratégia mais ampla para influenciar os eleitores em uma corrida senatorial altamente competitiva, onde El-Sayed poderia se tornar o primeiro muçulmano eleito para o Senado dos EUA.
Os comentários de Trump surgem à medida que a eleição se aproxima em 3 de novembro, com o ex-representante dos EUA Mike Rogers também na corrida por uma vaga aberta que pode determinar o controle do Senado. El-Sayed rejeitou firmemente as acusações, chamando-as de vergonhosas, enquanto Rogers sugeriu que as afiliações de El-Sayed a grupos radicais levantam questões sobre sua lealdade à América.
O cenário político em Michigan é ainda mais complicado pela recente campanha do ex-presidente Barack Obama, que defendeu El-Sayed contra esses ataques, traçando paralelos com suas próprias experiências com acusações semelhantes. O resultado dessa corrida é crítico, pois os democratas buscam ganhar assentos no Senado e na Câmara para desafiar a atual maioria republicana.