A Espanha relatou uma interrupção dramática nas travessias de migrantes para seu enclave norte-africano de Ceuta após a instalação de uma barreira flutuante de 500 metros ao longo de sua fronteira com Marrocos.
Esta ação vem em resposta a um influxo sem precedentes de aproximadamente 50.000 migrantes em um período de dois dias, que tragicamente resultou na morte de pelo menos 67 indivíduos devido a afogamentos e lesões por esmagamento. O Ministro do Interior espanhol, Fernando Grande-Marlaska, atribuiu o aumento às dificuldades econômicas e à desinformação disseminada por redes de tráfico de pessoas.
Ele enfatizou que, embora a ordem tenha sido em grande parte restaurada, a situação permanece precária, exigindo a continuidade da presença policial e militar. A crise levou a um pedido de reunião de emergência entre os ministros do interior da UE, enquanto vários estados membros instam a Espanha a gerenciar a situação de forma eficaz.
O Primeiro-Ministro Pedro Sanchez criticou as reações de alguns governos da UE, particularmente a decisão da Itália de suspender os acordos de Schengen com a Espanha, enquadrando as travessias como uma violação da soberania territorial da Espanha.
Apesar da postura relativamente aberta da Espanha em relação à migração, o governo rejeitou as alegações de que seu programa de residência para migrantes indocumentados contribuiu para o recente aumento, afirmando que os candidatos devem atender a critérios específicos de residência.
Este incidente destaca as complexidades da gestão da migração dentro da UE e os desafios contínuos em suas fronteiras externas.