O presidente lituano Gitanas Nauseda anunciou que os líderes políticos do país chegaram a um consenso para eliminar a proibição constitucional sobre o desdobramento de armas nucleares, citando a natureza ultrapassada do Artigo 137 à luz das realidades geopolíticas atuais.
Essa decisão segue o recente voto da Finlândia para levantar sua própria proibição de armas nucleares, destacando uma tendência regional entre os membros da OTAN que fazem fronteira com a Rússia de reavaliar suas políticas de defesa.
Nauseda enfatizou que a remoção dessa proibição é crucial para a Lituânia evitar ser percebida como um elo fraco dentro da OTAN, especialmente dada sua proximidade com o enclave russo de Kaliningrado. Embora não haja planos imediatos para armazenar armas nucleares na Lituânia, essa mudança permite maior flexibilidade na resposta a ameaças de segurança em evolução.
O pano de fundo dessa decisão inclui tensões militares em andamento, como evidenciado pelos recentes ataques de mísseis e drones da Rússia na Ucrânia, que levaram países vizinhos como a Finlândia e a Polônia a tomar medidas de precaução.
À medida que os líderes da OTAN se preparam para uma reunião na Turquia para discutir a segurança regional, a ação da Lituânia pode influenciar discussões mais amplas sobre estratégias de defesa dentro da aliança.