A PepsiCo reportou ganhos do segundo trimestre que ficaram ligeiramente abaixo das expectativas de Wall Street, com ganhos ajustados por ação de $2,20 em comparação com os $2,21 esperados. A receita alcançou $24,18 bilhões, superando a previsão de $23,95 bilhões.
O lucro líquido da empresa subiu significativamente para $2,98 bilhões, ou $2,18 por ação, um aumento em relação a $1,26 bilhões no ano anterior. No entanto, o desempenho na América do Norte foi decepcionante, com volume estável no segmento de alimentos e uma queda de 4% no volume de bebidas, atribuída ao aperto nos orçamentos dos consumidores em meio à inflação crescente.
O CEO Ramon Laguarta observou que os gastos dos consumidores nos EUA foram afetados pelos altos preços dos combustíveis, que atingiram um pico de quatro anos de $4,56 por galão. Apesar desses desafios, os mercados internacionais da PepsiCo mostraram uma demanda mais forte, com o volume global de alimentos aumentando em 3% e o volume de bebidas em 2%.
A empresa implementou cortes de preços em produtos populares e está reformulando a marca para estimular as vendas. O CFO Steve Schmitt indicou que a recuperação nos volumes da América do Norte pode levar tempo, resultando em uma melhoria mais gradual no desempenho para o restante do ano.
A PepsiCo mantém sua previsão para o ano inteiro de crescimento orgânico da receita de 2% a 4% e crescimento dos ganhos por ação em moeda constante de 4% a 6%.