Fred Hu, ex-executivo do Goldman Sachs, argumenta que o sistema financeiro da China se tornou uma fraqueza crítica à medida que as tensões com os EUA aumentam. Ele destaca que, enquanto o mercado de ações dos EUA está avaliado em aproximadamente $75 trilhões, o mercado da China, incluindo Hong Kong, é de apenas cerca de $22 trilhões.
Essa disparidade limita as firmas de private equity da China, que dependem fortemente do capital dos EUA para captação de recursos. Restrições recentes dos EUA sobre investimentos em tecnologias sensíveis chinesas e os esforços de Pequim para controlar os fluxos de capital estrangeiro tensionaram ainda mais o cenário financeiro.
Hu observa que os reguladores chineses estão endurecendo as regras para empresas de tecnologia privadas que buscam investimento dos EUA, o que pode sufocar a inovação.
Apesar da alta taxa de poupança do país e da substancial riqueza das famílias, o sistema financeiro permanece subdesenvolvido, com as famílias preferindo investimentos mais seguros, como imóveis e depósitos bancários, em vez de capital de risco.
Hu continua otimista em relação aos investimentos na China, particularmente em setores como IA e indústrias tradicionais, mas enfatiza a necessidade de políticas governamentais que apoiem o consumo e proporcionem segurança ao setor privado.