Durante uma entrevista no 'Mad Money' da CNBC, o CEO da Micron, Sanjay Mehrotra, explicou que o desequilíbrio entre oferta e demanda na indústria de chips de memória é influenciado por clientes que anteriormente negociaram preços mais baixos, resultando em quedas significativas de preços e margens brutas negativas para os fornecedores de memória.
No exercício fiscal de 2023, a margem bruta da Micron caiu para -7,3%, forçando a empresa a reduzir os gastos de capital de $12,1 bilhões para $7,7 bilhões. Apesar desses desafios, a demanda por chips de memória, particularmente impulsionada pela inteligência artificial, aumentou, levando a uma recuperação notável nas ações da Micron, que subiram mais de 240% no segundo trimestre de 2026.
Mehrotra antecipa que a escassez de fornecimento continuará além de 2027 devido ao longo tempo de construção para novas fábricas de semicondutores e à crescente complexidade da produção de memória de próxima geração.
Para enfrentar isso, a Micron planeja investir aproximadamente $200 bilhões em fabricação e P&D, incluindo novas instalações em Boise, Idaho, e Syracuse, Nova York, com o local em Boise previsto para produzir seus primeiros chips até meados de 2027.
O impacto do aumento dos custos de memória já está sendo sentido no setor de eletrônicos de consumo, como evidenciado pelos recentes aumentos de preços da Apple em modelos de Mac e iPad.