A economia da Índia cresceu 7,8% no trimestre encerrado em junho, superando uma pesquisa da Reuters que previa um aumento de 7,1%. Esse crescimento foi impulsionado principalmente por desempenhos fortes nos setores financeiro, imobiliário, de tecnologia da informação e serviços profissionais.
Embora a agricultura tenha mostrado apenas um crescimento modesto, as melhorias na manufatura e nos serviços foram notáveis. Aastha Gudwani, economista-chefe da Barclays na Índia, observou que a demanda do consumidor permanece forte, com apenas sete dos 20 indicadores de alta frequência sugerindo uma desaceleração em comparação com o trimestre anterior.
Apesar desse crescimento positivo, o Banco da Reserva da Índia (RBI) alertou que o crescimento pode desacelerar ao longo do ano financeiro devido a um ambiente econômico global turbulento, altos preços de energia e problemas na cadeia de suprimentos. O RBI projeta uma taxa de crescimento de 7,0% para o trimestre de junho e 6,7% para o ano financeiro que termina em março de 2027.
Além disso, o potencial impacto do El Niño sobre o monção pode ameaçar a produção agrícola e a demanda rural. A inflação tem aumentado, alcançando 4,45% em julho, no entanto, o RBI optou por não aumentar as taxas de juros em agosto, contrastando com as ações tomadas por alguns outros bancos centrais asiáticos.