O deputado Bryan Steil, de Wisconsin, está prestes a introduzir uma proposta que proibiria legisladores do Congresso e suas famílias de participar de mercados de previsão relacionados a políticas, política e eleições.
Essa medida faz parte de um projeto de lei maior que também restringiria os membros do Congresso de comprar novas ações de ações individuais, exceto aquelas adquiridas por meio de dividendos de participações existentes. O projeto conta com o apoio do presidente da Câmara, Mike Johnson, e do ex-presidente Donald Trump, e uma votação é esperada no plenário da Câmara.
Sob a proposta de Steil, os legisladores que se envolverem em apostas em eventos nos quais possuem conhecimento privilegiado incorreriam em uma taxa de $2.000 ou 10% do valor da transação, o que for maior, além de quaisquer lucros. No entanto, a proposta permite apostas em eventos não políticos, como esportes.
Steil expressou que certos mercados de previsão não apresentam questões éticas significativas, citando as apostas esportivas como exemplo. Essa iniciativa surge em meio a uma fiscalização crescente sobre mercados de previsão como Kalshi e Polymarket, com o Senado já implementando uma regra que proíbe senadores e suas equipes de realizar tais apostas.
Para que o projeto da Câmara se torne lei, será necessária a aprovação do Senado, o que pode ser desafiador, dada a falta de apoio dos democratas, especialmente uma vez que o projeto se concentra exclusivamente em legisladores e não em Trump. Esse desenvolvimento pode remodelar o cenário dos mercados de previsão e as considerações éticas que os cercam para os funcionários públicos.