Em julho, o crescimento dos lucros industriais da China desacelerou para 11,2%, o ritmo mais fraco deste ano, à medida que a demanda diminuiu e a economia desacelerou. Nos primeiros sete meses de 2023, os lucros aumentaram 17,6%, abaixo dos 18,7% no primeiro semestre.
Essa desaceleração é atribuída à queda nos investimentos em propriedades e infraestrutura, afetando particularmente as indústrias de aço e cimento. No entanto, o setor de circuitos integrados, impulsionado pelo boom da IA, viu os lucros aumentarem em 18,5%, contribuindo significativamente para os ganhos gerais do setor de eletrônicos.
Os fabricantes de matérias-primas também experimentaram um robusto aumento de lucros de 55,2%. Apesar desses ganhos, as indústrias voltadas para o consumidor enfrentaram dificuldades, com os lucros da fabricação de móveis despencando em 58,2%.
O contexto econômico mais amplo mostra uma taxa de crescimento enfraquecida, com a inflação na porta da fábrica de julho desacelerando para 3,5% e o crescimento real das exportações diminuindo.
Economistas antecipam que as autoridades chinesas podem implementar medidas de apoio direcionadas para estabilizar a lucratividade corporativa, embora uma recuperação forte seja improvável devido aos desafios contínuos no mercado imobiliário e à confiança do consumidor contida.