A Unitree Robotics precificou seu IPO em 150,8 yuan ($22,4) por ação, levantando $900 milhões e avaliando a empresa em 61 bilhões de yuan, ou cerca de $9 bilhões. O IPO gerou uma demanda de varejo sem precedentes, com a parte online superando 5.000 vezes a oferta, resultando em uma taxa de sucesso muito baixa de 0,018%.
Apesar do entusiasmo, analistas como Hao Hong da Lotus Asset Management alertam que, embora os robôs da Unitree possam realizar feitos impressionantes, como chutes de kung fu, eles ainda não demonstraram utilidade prática em tarefas do dia a dia.
A empresa reconhece em seu prospecto que a adoção comercial em larga escala pode ser mais lenta do que o esperado devido a limitações na precisão e durabilidade das mãos robóticas. Dominik Pross, analista de ações do VP Bank, observa que mesmo robôs humanoides avançados podem realizar apenas um número limitado de tarefas por algumas horas antes de precisar recarregar.
O cenário competitivo está se aquecendo, com outras empresas como AgiBot e Leju Robotics também planejando IPOs. A dominância da China em robótica é sublinhada por um crescimento projetado de 90% ao ano na frota global de robôs humanoides até 2035, com o modelo principal da Unitree precificado em $16.000.
No entanto, a empresa enfrenta desafios, incluindo uma parte significativa de sua receita proveniente de pesquisa e educação, em vez de aplicações comerciais. O cenário geopolítico adiciona outra camada de complexidade, já que as recentes restrições dos EUA às importações de robôs fabricados no exterior podem impactar a Unitree, que derivou 13% de sua receita dos EUA no ano passado.
Apesar desses desafios, o mercado potencial para robôs humanoides é substancial, atraindo o interesse de grandes players como a Tesla, que está se voltando para a robótica com seu projeto Optimus.