No primeiro semestre de 2026, grandes casas de leilão como Sotheby's e Christie's relataram números de vendas sem precedentes, com Sotheby's alcançando US$ 4,4 bilhões e Christie's US$ 4,5 bilhões, marcando aumentos de 58% e 71%, respectivamente, em comparação com o ano anterior.
Esse crescimento é atribuído à riqueza gerada pelo boom da inteligência artificial e às recentes IPOs, que instilaram confiança no mercado. Notavelmente, houve oito lotes vendidos por mais de US$ 50 milhões, um aumento significativo em relação aos anos anteriores.
A recuperação do mercado de leilões não se limita à arte de alto nível; abrange várias categorias, incluindo carros clássicos, relógios e até fósseis de dinossauros.
Uma pintura de Jackson Pollock foi vendida por US$ 181 milhões, enquanto um fóssil de Tyrannosaurus rex alcançou US$ 50,1 milhões, destacando os interesses diversos de novos colecionadores, particularmente compradores mais jovens do setor de tecnologia.
A tendência é ainda apoiada por uma mudança nas preferências de colecionáveis, com colecionadores mais jovens mostrando interesse em itens como supercarros e marcas de relógios independentes. As casas de leilão também estão vendo um aumento significativo nas ofertas online, com 85% das propostas feitas pela internet.
Essa mudança indica um engajamento mais amplo com o mercado de leilões, à medida que mais millennials e compradores mais jovens participam, remodelando o cenário dos colecionáveis e itens de luxo.