Os investidores são aconselhados a monitorar de perto o crescimento da produtividade nas empresas de IA, uma vez que algumas avaliações parecem excessivas. Jakub Nytra, da Purple Ventures, prevê que nos próximos seis a doze meses, o capital se tornará mais seletivo, focando em empresas que criam valor real em vez daquelas que apenas apresentam a IA como um recurso.
O atual boom da IA está influenciando investimentos em empresas de semicondutores além da Nvidia, com expectativas de que as expansões de centros de dados de IA beneficiarão uma gama mais ampla de fabricantes de chips. No entanto, preocupações sobre uma bolha persistem, especialmente à medida que as empresas aumentam os gastos de capital sem uma sustentabilidade clara nas cifras de crescimento.
David Ng, da Arki Finance, destaca a importância de saber se as aplicações de IA podem gerar produtividade e fluxo de caixa suficientes para justificar os investimentos. Nytra aponta que nem todas as empresas que afirmam usar IA merecem altas avaliações, sugerindo que as mais bem-sucedidas serão aquelas que resolvem problemas complexos.
Ele cita a TASS Vision, que utiliza IA de borda para ajudar os varejistas a otimizar os dados de movimentação de clientes. Shane Chesson, da Openspace Capital, acrescenta que mesmo que uma bolha estoure, a infraestrutura fundamental desenvolvida continuará a fornecer valor para muitas empresas.